giovedì, aprile 19, 2007

phBarrox
a escritora Camaleoa, produtora do Jornal da Praça

crônicas da CAMALEOA

Five Years
Tá certo, então o Jornal da Praça completa Cinco Anos, 5 anos de muito bate-papo, de muita fotografia, de DEPOIS DA PRAÇA, de CARAS DA PRAÇA, de coluna BLOW-UP, de tudo isso e mais um pouco, mas todos os confetes, todas as serpentinas, todos os gritos de U-HU!, todas as palmas, todos os beijos – por favor, meninas, com muita calma – e parabéns são mesmo para uma só pessoa. Cinco Años de Jornal da Praça, são cinco anos de Eduardo Barrox na mídia impressa alternativa!
Há de ser comemorado com garrafas de champagne – porque eu sou uma mulher chique! – ou com petiscos e A cerveja gelada que Ele tanto gosta porque Barrox é o cara nisso tudo. Principalmente pra mim. Uma jornalista sul-mato-grossense, sem experiência em jornal diário, da área de assessoria de imprensa, de uma geração que conhece o jornalismo através da universidade, de livros, de laboratórios, que se deslumbra sempre com a possibilidade de mudar o mundo e invariavelmente se decepciona com a realidade.
Jornal da Praça completa esse mês CINQ années – eita bugra metida à francesinha! – e eu quase UM nessa deliciosa balburdia de redação móvel, Oscar Freire e Praça Benedito Calixto, na companhia de Barrox sempre com cara debochada, às vezes completamente neutra, olhando manso, com a cara de índio que tem, enquanto você fala - e se prepara - porque ele vem com tudo e derruba todas suas certezas, toda sua empolgação porque Ele é da turma que viveu o jornalismo de um jeito bem diferente desse vivido por nós, crias de universidades. É inevitável o atrito.
Fazer jornal não é uma tarefa fácil, como nada na vida. É um lance que requer atenção, vivência cultural, questionamento e avaliação a respeito de tudo e a todo instante. Não basta ler um monte de livro pra depois babar referências ou estampar títulos de pós-graduação na testa. Essas coisas ajudam, mas não fazem a diferença. E Ele me ensina a olhar, a retornar o olhar por outros parâmetros e entender que não é porque o cara se pinta de palhaço que ele É um palhaço, não é porque o cara toca um violão na praça que ele FAZ arte, não é porque o cara vende livro de autoria própria nas esquinas que ele TRANSFORMA a literatura. Parcial e Imparcialidade. Fazer jornalismo é ser parcial a partir do momento em que se questiona o que uma sociedade nos propõe, ela e seus meios, a própria imprensa que divulga e filtra o que acha pertinente sabermos e manipula a fim de que tendamos a este ou aquele lado. Não preciso convencer ninguém, mas começo a entender que mais importante do que noticiar, colar ou condensar releases, é meter o dedo xereta e produzir então uma nova informação que leve o leitor a questionar e refletir sobre – inclusive – o que nós escrevemos. Cinco Anos de Jornal da Praça, em meio à grande imprensa, na cidade de São Paulo, e eu começo a ver que não basta se revoltar com o sistema, nem achar bacaninha a atitude do artista alternativo pra fazer jornal e encher uma coluna mensal (imagina uma semanal?!). Pra uma jornalista como eu, uma romântica caipira, há de se pensar todos os dias, refazer vários conceitos de trabalho e também de vida e reavaliar invariavelmente tudo o que me foi ensinado na universidade. Tudo isso a partir deste jornal, o Jornal da Praça, na companhia Dele, do fotógrafo, do jornalista, do artista, do escritor Eduardo Barrox. Parabéns Jornal da Praça! Parabéns Barrox!!!

1 commento:

Juninho ha detto...

Jornal da Praça:
a melhor maneira de se ler é cagando...