lunedì, agosto 17, 2009

ph Camaleoa

ph Camaleoa
ph Camaleoa

ph Camaleoa

ph Camaleoa

ph Camaleoa


ph Camaleoa

Tetas que dão leite na Benedito Calixto

ph Camaleoa

muuuuuuuuuuu!!!

ph Camaleoa

Edson Lima do O Autor na Praça &
José Roberto Aguilar, artista performático

ph Camaleoa

ph Camaleoa

José Roberto Aguilar no Arte na Praça com
Dácio Bicudo e Regina de Barros, artista plástica e cenógrafa
ph Camaleoa
ph Camaleoa

mercoledì, agosto 12, 2009

Jornal da Praça e O Autor na Praça
apresentam

Arte na Praça - 6ª edição
com o diretor e artista plástico Dácio Bicudo



O Arte na Praça, dia 15 de agosto, a partir das 14h, apresenta no Espaço Plínio Marcos, na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto, o diretor e artista plástico Dácio Beraldo Bicudo. Bicudo, artista multifacetário, é arte-educador, ator, dirige filmes, trabalha com intervenção urbana, arte eletrônica, performance, desenho e vídeo.
"Quem indicou Bicudo foi o artista, e participante duas vezes do Arte na Praça, José Roberto Aguilar, e a primeira coisa que me veio à cabeça foi o que será que Dácio Bicudo vai fazer naquele espaço?", conta a coordenadora do Arte na Praça, Cristina Livramento "Camaleoa". Bicudo, com uma característica forte de multimídia, usa de várias ferramentas para fazer e mostrar sua arte, principalmente o espaço público. Para ele, a arte de rua refaz o caminho da expressão, ou seja, pública. "Além de que o alcance da ação é gratificante porque você lida com o povo que não está acostumado a estar em galerias e museus."
Uma vez Dácio Bicudo disse que ele pintava porque existiam paredes e questionado se isso significava, de certa forma, que a arte é sempre nova, original e que sempre há um espaço para mostrá-la, explica. "Acredito que o artista tem um olhar especial e que não precisa produzir arte para ser considerado um artista, então, toda sua produção, é uma tentativa de participar do mundo que às vezes se faz sem sentido. Se ele coloca arte em forma de tela na parede ou não é uma discussão secundária diante da complexidade da função do artista."
Para o próximo Arte na Praça, é esperado uma intervenção no Espaço Plínio Marcos. "No sábado pretendo atrair os sentidos pela criação de um lugar ocasional de convívio com um grande-objeto lúdico em volta do qual seremos brevemente felizes, espero." Nessa 6ª edição, além de Dácio Bicudo, o Arte na Praça conta com a participação da artista Sandra Martinelli. Para Cristina Livramento, o projeto tem uma beleza singular porque a experiência do artista com o espaço, a troca entre público, artista e o próprio espaço é sempre única. "Interferimos na movimentação da feira, no olhar de cada expositor e de cada pessoa que passa por ali. A expressão no rosto de quem assiste o Arte na Praça é sempre de encantamento." Para Dácio Bicudo o projeto interfere sim e de maneira positiva. "Toda experiência de sentidos é estimulante e em se tratando de arte, que é uma grande ferramenta da inércia criativa, melhor ainda."


Saiba mais sobre Dácio Beraldo Bicudo
www.re-title.com/artists/dacio-bicudo.asp
daciobicudo.wordpress.com

Saiba mais sobre Sandra Martinelli
ateliersandramartinelli.blogspot.com


Serviço:
Arte na Praça – 6ª edição com Dácio Bicudo.
Espaço Plínio Marcos, tenda na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto, Pinheiros
Dia 15 de agosto de 2009, sábado, a partir das 14h.

Realização: Jornal da Praça & AAPBC

Apoio: O Autor na Praça, TV da Praça, Restaurante Consulado Mineiro, Cantinho Português, Restaurante Quero Quilo & Barraca da Ângela

martedì, luglio 21, 2009

ph Camaleoa

Retrato finalizado de Dr. Hunter S. Thompson
Arte na Praça, 5ª edição, com o artista plástico
Junior Lopes



ph Camaleoa

Valeu Junior Lopes!

Próximo Arte na Praça: 15 de agosto, com o arte-educador, ator e diretor,
Dácio Bicudo

ph Camaleoa

Eduardo Kobra, artista do graffiti & Junior Lopes

ph Camaleoa

Puebla, expositor da Praça Benedito Calixto & Madu Livramento, estudante

ph Camaleoa

Miriam Novaes, jornalista & Walter Novaes, jornalista

ph Camaleoa

Marcelo Rampazzo, cartunista & Camila Catena, nutricionista
ph Camaleoa

O poeta sul-matogrossense, Emmanuel Marinho, na Praça Benedito Calixto em dia de Arte na Praça
ph Camaleoa

ph Camaleoa

Junior Lopes e, ao fundo, os retratos de Lampião e Chet Baker

ph Camaleoa

Junior Lopes, artista plástico, fez o retrato com retalhos de pano do jornalista norte-americano Hunter S. Thompson
ph Camaleoa

Junior Lopes na 5ª edição do Arte na Praça

giovedì, luglio 16, 2009

ph Madu Livramento

edição de Aniversário do jornalista norte-americano Hunter S. Thompson e do músico Arnaldo Baptista

Nesta edição:
Perfil do jornalista Arthur Veríssimo e entrevista com o ator Clóvis Tôrres
mais
Fabrina Martinez, Débora Aligieri, Paulo Pires,
Luís Alberto Helsinger,
Silvia Vasconcellos & Thaís Ito
&
Arte na Praça com o artista plástico Junior Lopes
a partir das 14h, no Espaço Plínio Marcos

A partir de sábado, na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto e nos pontos de distribuição: Teatro Augusta, Restaurante Quero Quilo, MASP, Restaurante Consulado Mineiro (Praça e Cônego), Teatro Gazeta & Teta Jazz Bar

lunedì, luglio 13, 2009

ph Camaleoa

Clóvis Tôrres, jornalista, ator e autor de teatro é o entrevistado da edição de julho do Jornal da Praça

A edição # 70 do Jornal da Praça, que comemora o aniversário do jornalista norte-americano Dr. Hunter S. Thompson, em uma mudança significativa, apresenta uma entrevista com o parceiro e amigo, Clóvis Tôrres. À frente do projeto Letras em Cena, no MASP, há quatro anos, Clóvis e o JdP têm desenvolvido uma relação estreita de muitas alegrias, apesar das perdas recentes.
Nesta edição, abre-se mais um espaço, uma entrevista ping-pong, com atores, cineastas, escritores e &tc e tal. E é com muito orgulho que inauguro esse espaço com esse ator e autor de primeiríssima qualidade, Clóvis Tôrres.

Cristina Livramento, editora do Jornal da Praça

mercoledì, luglio 08, 2009

ph Camaleoa

Arthur Veríssimo, jornalista e apresentador, no Perfil do Jornal da Praça # 70 (julho)
em breve nos melhores pontos de distribuição de São Paulo

lunedì, luglio 06, 2009

ph Camaleoa

Cássio Scapin, ator & Tecka Mattoso, contadora de história
ph Camaleoa

Maria Emília Ciavaglia, vice-presidenta da Associação dos Amigos da Praça Benedito Calixto, Netinho
& Horieta Novaes, presidenta da AAPBC
ph Camaleoa

Rodrigo Rodrigues, do Vitrine & Netinho, baterista no O Autor na Praça


domenica, luglio 05, 2009

ph Camaleoa

Airton Gontof, assessor de imprensa, Eduardo Kobra, artista do graffitti & Paulo Klein, crítico de arte e curador em exposição com cerca de 40 trabalhos do Kobra na galeria ProArte, Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1644 (das 10h às 20h, até 8 de julho)

ph Camaleoa

Andressa Munin, Eduardo Kobra, artista do graffitti e João Signorelli, ator em noite de dedicatória de Fazimentos, de Jorge Ferreira, no Consulado Mineiro da Benedito Calixto
ph Camaleoa

Jorge Ferreira
, poeta e empresário de Minas Gerais & Geraldo Magela em noite de lançamento de Fazimentos (Geração Editorial), no Consulado Mineiro.

mercoledì, giugno 17, 2009

tudo o que VOCÊ Queria saber
& TINHA Preguiça de Perguntar


ph Camaleoa

A partir de sábado, dia 20, às 14h na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto


la bossa nova and the news en la plaza
mais uma vez


jornal com seis letras para se fazer poesia e arte de correr atrás da garota em dia de chuva pela praça em que crianças não sonham mais como Calvin & Haroldo voando sobre a patinete falando de sonhos finitos e liberdades nem tão impossíveis assim como uma vez quando BarroxLilian&Rebecca sonharam JornaldaPraça em conversas pela praça entre um berim-berim e um sanduíche de pernil na barraca da Ângela. e garrafas vazias sobre a mesa 7 no Consulado Mineiro. sete anos. e de novo a música no rádio do carro, pela estrada, on the road again, com vento nos cabelos a assoviar João Gilberto ou Nara Leão em noites de lua cheia com o cachorro de língua de fora feliz de língua de fora com as orelhas balançando com o vento com a língua de fora. Mais uma vez perguntam com quantos paus se faz uma canoa e a resposta para o que não se tem resposta são as letras no papel offset enquanto a menina se exibe em sua micro-saia bem em frente ao Espaço Plínio Marcos e Junior Lopes desenha, desenha freneticamente cabelos desalinhados e uma boca grande que engole língua e beijos quentes e molhados durante o sol meio morno de uma tarde de sábado de inverno. era uma vez um fotógrafo maluco e seus elepês empoeirados e seus livros de Hemingway, poemas bêbados de Charles Bukowski, hotéis baratos de Arturo Bandini & palavras, palavras, mais uma porção delas de Henry Miller, Hilda Hilst, Saramago, James Joyce, Ferlinghetti, Roberto Piva, Jack Kerouac, Pagu, Allen Ginsberg e o Uivo, baby, William Burroughs e mais copos de pinga com delícias do chef Fernando Carneiro na sacada ao vento frio da Cônego Eugênio Leite. Jazz o corpo da namorada que se espreguiça no sofá fazendo caretas e bocas e chamando a atenção de Joe enquanto ele fotografa suas pernas nuas sobre as almofadas vermelhas no estúdio da Oscar Freire e os gatos caminham sonolentos pelo quintal. Black cat, o passado é um rio maldito - acho que ele leu isso em algum livro - e diz baixinho que tudo vai ficar bem. pode ser, ninguém sabe, mas a verdade é que todas as fotografias em preto&brancoemcor descansam sobre a penteadeira do quarto enquanto a guitarra geme gostoso no Teta Jazz Bar. noites de embriaguez, sórdidas lembranças, há um pouco de areia da praia em suas camisas e aquele cheiro de amor de quando tudo era simples, belo e mágico.



Camaleoa é editora do Jornal da Praça.

lunedì, giugno 15, 2009

O Autor na Praça
apresenta



O projeto O Autor na Praça apresenta, dia 20 de junho, a partir das 14h, no Espaço Plínio Marcos, Luiz Franco Thomaz, o baterista Netinho integrante das bandas Os Incríveis e Casa das Máquinas. O baterista, que já tocava rock’n’ roll bem antes do surgimento da Jovem Guarda, autografa o livro Netinho - Minha História ao Lado das Baquetas (Editora Minuano) e conversa com o público num bate-papo contando, por exemplo, quando teve o primeiro contato com o ritmo ao badalar o sino de ferro de uma igreja, como se tivesse nas mãos baquetas de ferro. Eram os tempos de Itariri, no litoral de São Paulo. E ele não deixa escapar a associação premonitória contida no nome: na língua dos índios, “Ita” é pedra e “riri”, que rola. “Sou um Rolling Stone!”. É mais que uma pedra rolante: é também punk e progressivo, como nos mostrou nos tempos do Joelho de Porco e da Casa das Máquinas, bandas até hoje impregnadas na memória afetiva dos que curtem a música pop brasileira.
Durante a tarde de sábado, O Autor na Praça tem também a participação do artista do grafitti e muralista
Eduardo Kobra, que produz um painel e um novo cenário para o Espaço Plínio Marcos e o cartunista Junior Lopes realizando caricaturas do público.

Novos talentos
&
tantas outras belezuras



O Jornal da Praça abre espaço, mais uma vez, seguindo as relações de intercâmbio e divulgação de novos talentos, e recebe (sempre e de novo) textos de novos (velhos) colaboradores.
Se você escreve poemas e contos ou tem algum texto bem bacana sobre determinado assunto (toda e qualquer manifestação artística), nos escreva e tenha esse luxo, essa alegria de vê-lo publicado no jornaleco mais gostoso do Planeta, é claro, o Jornal da Praça.

contato: plazajornal@gmail.com
aos cuidados de Camaleoa e/ou Thaís Ito

lunedì, giugno 01, 2009

TV da Praça

www.pracabeneditocalixtotv.com.br

Se você não esteve na Benedito Calixto, dia 30, veja o vídeo
ph Camaleoa

Thaís Ito, jornalista e poeta, retoma na edição # 68,
o Vós da Praça

O que te inspira?
Perguntei a Eli Reed, renomado fotógrafo da Agência Magnum, o que era a beleza para ele. “Qualquer coisa que te inspire” foi a resposta que me levou à pergunta desta edição do Vós da Praça. Marcando, então, a volta desta coluna ao jornal, do próprio jornal à praça e homenageando a beleza e a inspiração, perguntamos às almas da Benê o que lhes inspira. (TI)

“Natureza, música, cheiro – de flor, de gente, de bicho, de perfume, de roupa velha – e bolinha de sabão!”
Daniel Infantini, 33, ator e figurinista, além de amante de brechós

“A linha reta, que é base. Quer coisa mais inspiradora que um traço sozinho?”
Luiz de Prince, 23, jornalista e designer

“Cores, formas, pessoas.”
César Martins, 28, produtor

“A beleza, principalmente feminina, porque me faz imaginar coisas interessantes.”
Danilo Oliveira Silva, 21, garçom baiano radicado em São Paulo

giovedì, maggio 28, 2009

Paulo Thiago

Fama
(para Manduka, Erickson Luna e Barroux)


A morte prematura
Endeusa o tipo.
E como saíste cedo
Esquecido, maldito
Tens tudo para
Dar luz ao mito.

Mas uma fama,
Que assim se deita
Desarruma a cama
Atrasa a colheita.
Morte e saudade
Arrebatam o homem
Santificam o nome.

Porém, és mais
Que páginas, jornais
Luz que acende
Sol que arde.
Nunca dependerás
De alarde.


Paulo Thiago é jornalista, antropólogo e poeta.

mercoledì, maggio 27, 2009

Sai a edição # 68, depois de uma ausência de cinco meses, em homenagem a memória do fotógrafo e editor do Jornal da Praça Eduardo Barrox que acontece junto com a retomada do Arte na Praça com as presenças dos performáticos Ivald Granato e José Roberto Aguilar, dia 30, sábado, a partir das 14h, no Espaço Plínio Marcos, na Feira de Artes da Benedito Calixto. Nessa tarde de sábado, Granato e Aguilar farão uma interferência sobre fotografia feita, na década de 80, por Barrox.

mercoledì, dicembre 17, 2008

A edição#67 do Sol/Jornal da Praça - que circulou em novembro - também fechou a programação editorial do ano de 2008. O jornal retoma retoma atividades e circulação nos melhores espaços culturais da cidade a partir da última semana de janeiro 2009 quando trará edição especial sobre a cidade de Sâo Paulo e o artista Flávio de Carvalho.
Sol/Jornal da Praça e seus editores agradecem a todos os anunciantes, colaboradores, simpatizantes e leitores e
deseja a todos um
feliz 2009
repleto de boas realizações

Fechando a programação de 2008, o projeto O Autor na Praça recebeu o poeta recifense João Cláudio Flávio Cordeiro da Silva, mais conhecido como Miró da Muribeca. Criador do mote: “Merece um tiro quem inventou a bala”, Miró apresentou performances poéticas e autógrafos dos livros “Poemas para sentir tesão, ou não”, “Tu tás aonde?” e o DVD "Miró: Preto, Pobre, Poeta e Periférico", um documentário premiado, dirigido por Wilson Freire de Lima, que retrata sua trajetória artística e de vida.

domenica, novembre 09, 2008


Mostra inaugurada em Londres (Inglaterra) reúne fotografias de guerra feitas pelo renomado Robert Capa entre os anos de 1936 e 1945. This is War, em cartaz na Galeria Barbican, traz imagens famosas como a da chegada dos soldados numa praia francesa no início das operações do Dia D, o desembarque de várias tropas das forças aliadas na costa da Normandia e que acabou, de certa forma, mudando o rumo da II Guerra Mundial. Além destas, as séries escolhidas para compor a mostra incluem imagens realizadas por Capa durante a Guerra Civil da Espanha, a Segunda Guerra Sino-Japonesa, Guerra de Independência de Israel e a Guerra da Indochina.
Outro destaque da exposição fica por conta das imagens da recém-descoberta ‘mala mexicana’, uma valise que pertencia ao fotógrafo e que ficou perdida por 70 anos. Na mala foram encontradas fotografias inéditas feitas durante a Guerra Civil espanhola, inclusive do movimento dos refugiados saindo de Barcelona em direção à França.
Como não poderia deixar de ser, um dos trabalhos mais polêmicos da exposição é também uma dos mais conhecidos do fotógrafo: O Soldado Caindo, feita em 5 de setembro de 1936 em Córdoba. Como se isso tivesse alguma importância, têm se discutido muito sobre a autenticidade da foto (acima), que mostra um soldado baleado caindo no momento de sua (dele) morte, ainda com o rifle na mão. Na década de 70 do século passado, começaram as especulações de que o soldado teria, na verdade, posado para o fotógrafo e que a cena não seria real.
Seja como for, Capa morreu como viveu: perigosamente. Mais exatamente em maio de 1954, ao pisar em uma mina terrestre enquanto fotografava as manobras francesas no delta do Rio Vermelho.
A Barbican Art Gallery fica na Silk Street, EC2Y 8DS, Londres, e a exposição vai até 25 de janeiro. (MT)

martedì, novembre 04, 2008


Na primeira semana de novembro, tarde de autógrafos do jornalista Wladimir Soares com seu livro Spazio Pirandello, assim era se lhe parece, que conta histórias do restaurante paulistano, um dos mais cultuados na década de 80. O livro tem imagens e registros de momentos inesquecíveis vividos no espaço que era misto de bar, restaurante, livraria e galeria de arte; além de ponto de encontro de artistas e intelectuais.

martedì, ottobre 28, 2008

Roberto PIVA: PIAZZACALIXTO

Flavio Viegas Amoreira

Praça Benedito Calixto, Sampa: numa clareira onde o transe poético em magma se fazia: dia 26 de julho Roberto Piva empunhava cálice e a deusa Mnemósine, personificação da ‘Memória’, irmã de Cronos e de Oceanos, mãe de todas as Musas. Onisciente o bardo xamânico evocava a lírica dos primórdios, a genealogia do encantamento, as cosmoagonias em transe continuum... Obsessivo, heterodoxo, nunca me filiei à ‘tchurmas’ literárias: sem ortodoxias, bebi das fonte paranóides de Piva e das galácticas de Haroldo: "gosto de gostar das coisas", dizia Warhol. As damas de Sampa olhavam curiosas Aguillar e o mestre Piva: Alta Cultura na praça são happening provocativo à burguesia desavisada: um orgasmo esse de fazer o ‘mix’ entre o poético-litúrgico e o shopping-utilitário: "Uma tarde/é suficiente para ficar louco" assim abre-se "Um estrangeiro na legião", reunião do clássico paulistano: uranista-erudito, meu mestre Roberto Piva brilhava frágil como os fortes do Tão "mostrando-nos um pedaço cru e sangrento de verdade’’ (Salvador Dali).
Eu vi "Astrakan’’ na Benedito Calixto: "Eu vi uma linda cidade cujo nome esqueci/onde manifestos niilistas distribuindo pensamentos puxam a descarga sobre o mundo’’ e segui até o termino tresloucado entre o desmanche dum sábado de caloroso inverno "sem o amor encontrado/provado/sonhado/sem procurar compreender/imaginar’’; leio, tresleio, sinto as "Piazzas’’ e seus estômagos "nascendo/no lindo lugar/de um amável coração/um banco revirado/cheio de silêncio/a tarde/sorrindo de frio/para poucas/cenas de ciúme ou Rimbaud beijando as pessoas/sua máscara lógica/dor irradiando/no ar/sobre o olhar sonâmbulo do anjo que ainda grita’’. Em tempos de literatura broxa, tive momento mágico: fui um anjo de Win Wenders espreitando o arcano bruxo: fiz-me Nietzsche até Santos: "Corre o rio do meu amor para o insuperável? Como não encontraria um rio enfim o caminho do mar?’’
Ficamos loucos na piazza piviana: "No alto do Viaduto o louco colava pedacinhos de céu na camisa de força destruindo o horizonte a marteladas/a Morte é um REFRÃO NO CRÂNIO SEM JANELAS’’. Eu que te buscava Roberto Piva: "apalpo teu livro onde as estrelas se refletem como numa lagoa". Torno ao Oceano e Roberto Piva faz-me lembrar urubus e garças atômicas. Um meteoro devastador não detêm ímpeto poético: seguirei "Apophis’’, o asteróide rompedor cantando uma ode cósmica. A morte é a ficção dos não-iniciados. Filho de Sodoma, Ludwig II benedito-maldito: Oceano-me.

Flávio Viegas Amoreira é escritor & crítico literário
www.revistapausa.blogspot.com

lunedì, agosto 04, 2008

Destacado autor e ator de teatro, cinema e televisão, Gianfrancesco Guarnieri - falecido em 2006 - também se destacou como cronista, embora essa sua produção seja pouco conhecida. Convidado por Jorge da Cunha Lima - na época editor do jornal Última Hora paulistano - Guarnieri escreveu crônicas diárias retratando a vida dos trabalhadores, sempre na segunda página do caderno cultural do periódico, o UH Revista, entre fevereiro e abril de 1964.
O resgate dessa faceta quase desconhecida de Guarnieri deve-se ao trabalho do jornalista Worney Almeida de Souza que, além recuperar as crônicas ilustradas com trabalhos do cartunista Otávio, fez um levantamento das manchetes da publicação, descrevendo a evolução da conjuntura nos meses que antecederam o golpe militar. O livro - lançado no projeto O Autor na Praça em agosto - ainda traz biografias e uma ampla compilação da produção intelectual de Guarnieri, incluindo a memória da peça O Filho do Cão, que o autor encenava no período focalizado.
O lançamento também celebra os 50 anos da primeira encenação da peça teatral Eles Não Usam Black-Tie (22 de fevereiro de 1958), que levou ao palco o cotidiano dos trabalhadores urbanos brasileiros, além de ter se tornado uma espécie de osso duro de roer para os militares golpistas.


CRÔNICAS 1964,
de Gianfrancesco Guarnieri,
ilustrações de Otávio,
organizado pelo jornalista
Worney Almeida de Souza

sabato, luglio 26, 2008

lunedì, luglio 21, 2008

o autor na praça & arte na praça
phBarrox
happening poético
poeta Roberto Piva
no Autor na Praça

tarde de autógrafos realizada sábado, 26 de julho
no Espaço Plínio Marcos
na Feira de Arte da Praça Benedito Calixto
produção Rita Alves

Manifesto Utópico-Ecológico
em Defesa da Poesia & do Delírio


Invocação


Ao Grande deus Dagon de olhos de fogo, ao deus da vegetação Dionisos, ao deus Puer que hipnotiza o Universo com seu ânus de diamante, ao deus Escorpião atravessando a cabeça do Anjo, ao deus Luper que desafiou as galáxias roedoras, a Baal deus da pedra negra, a Xangô deus-caralho fecundador da Tempestade.
Eu defendo o direito de todo ser Humano ao Pão & à Poesia. Estamos sendo destruídos em nosso núcleo biológico, nosso espaço vital & dos animais está reduzido a proporções ínfimas quero dizer que o torniquete da civilização está provocando dor no corpo & baba histérica o delírio foi afastado da Teoria do Conhecimento & nossas escolas estão atrasadas pelo menos cem anos em relação às últimas descobertas científicas no campo da física, biologia, astronomia, linguagem, pesquisa espacial, religião, ecologia, poesia-cósmica, etc., provocando abandono das escolas no vício de linguagem & perda de tempo em currículos de adestramento, onde nunca ninguém vai estudar Einstein, Gerard de Nerval, Nietzsche, Gilberto Freyre, J. Rostand, Fourier, W. Heinsenberg, Paul Goodman, Virgílio, Murilo Mendes, Max Born, Sousandrade, Hynek, G. Benn, Barthes, Robert Sheckley, Rimbaud, Raymond Roussel, Leopardi, Trakl, Rajneesh, Catulo, Crevel, São Francisco, Vico, Darwin, Blake, Blavatsky, Krucënych, Joyce, Reverdy, Villon, Novalis, Marinetti, Heidegger & Jacob Boehme & por essa razão a escola se coagulou em Galinheiro onde se choca a histeria, o torcicolo & repressão sexual, não existindo mais saída a não ser fechá-la & transformá-la em Cinema onde crianças & adolescentes sigam de novo as pegadas da Fantasia com muita bolinação no escuro.
Os partidos políticos brasileiros não têm nenhuma preocupação em trazer a UTOPIA para o quotidiano. Por isso em nome da saúde mental das novas gerações eu reivindico o seguinte:
1 - Transformar a Praça da Sé em horta coletiva & pública.
2 - Distribuir obras dos poetas brasileiros entre os garotos (as) da Febem, únicos capazes de transformar a violência & angústia de suas almas em música das esferas.
3 - Saunas para o povo.
4 - Construção urgente de mictórios públicos (existem pouquíssimos, o que prova que nossos políticos nunca andam a Pé ) & espelhos.
5 - Fazer da Onça (pintada, preta & suçuarana) o Totem da nacionalidade. Organizar grupos de Proteção à Onça em seu habitat natural. Devolver as onças que vivem trançadas em zoológicos às florestas. Abertura de inscrições para voluntários que queiram se comunicar telepaticamente com as onças para sabermos de suas reais dificuldades. Desta maneira as onças poderiam passar uma temporada de 2 semanas entre os homens & nesse período poderiam servir de guias & professores na orientação das crianças cegas.
6 - Criação de uma política eficiente & com grande informação ao público em relação aos Discos-Voadores. Formação de grupos de contato & troca de informação. Facilitar relações eróticas entre terrestres & tripulantes dos OVNIS.
7 - Nova orientação dos neurônios através da Gastronomia Combinada & da Respiração.
8 - Distribuição de manuais entre sexólogas (os) explicando por que o coito anal derruba o Kapital
9 - Banquetes oferecidos à população pela Federação das Indústrias.
10 - Provocar o surgimento da Bossa-Nova Metafísica & do Pornosamba. O Estado mantém as pessoas ocupadas o tempo integral para que elas NÃO pensem eroticamente, libertariamente. Novalis, o poeta do romantismo alemão que contemplou a Flor Azul, afirmou: "Quem é muito velho para delirar evite reuniões juvenis. Agora é tempo de saturnais literárias. Quanto mais variada a vida tanto melhor ".


Roberto Piva

martedì, luglio 08, 2008


Atração do projeto O Autor na Praça em julho, o jornalista Nirlando Beirão fez tarde de autógrafos de seu novo trabalho 'Original - Histórias de Um Bar Comum'.
Espécie de elogio à boêmia, o livro é resultado de pesquisa que recolheu curiosidades dos bares mais famosos da história e usa como pano de fundo o paulistano bar Original. Com linguagem apetitosa - como não podia deixar de ser para se tratar desse tema - o jornalista traz ao leitor uma viagem fazendo referências a episódios ligados a personalidades boêmias, como Sartre, Hemingway, Oscar Wilde, James Joyce e os brasileiros Vinicius de Moraes e Noel Rosa. Falando sobre esses e outros personagens e sobre todos os freqüentadores assíduos dos botecos mundiais, Beirão ressalta: “Bar, botequim, boteco, pub, café, tasca, birosca, petisqueira, bodega, taberna, cervejaria, cabaré, saloon – não importa o título, o lugar, a categoria nem a hierarquia, é o espírito democrático que sempre preside as libações, na generosa presunção de que, até prova em contrário, todo mundo ali é bom sujeito”. Antes disso, porém, o aperitivo são os botecos nacionais. O jornalista faz um roteiro sagrado dos bares paulistanos e cariocas mais clássicos, defendendo, é claro, entre chopes e petiscos, a boêmia tradicional de São Paulo. O livro também cita os botequins que abriram caminho à boêmia da capital paulista e serviram de inspiração ao Original, seja em festivais ou no batismo de pratos e petiscos da casa. O Bar do Léo e o Elídio, por exemplo, surgem como templos e são louvados em cada palavra cuidadosamente escolhida pelo jornalista. Algumas receitinhas reveladas e os Dez Mandamentos do chope também recheiam a publicação. Editado pela DBA (137 págs. – R$ 65,00), Original - Histórias de Um Bar Comum tem aperitivo e saideira de Washington Olivetto, fotografias de Romulo Fialdini e projeto gráfico de Victor Burton.

domenica, giugno 22, 2008

JdP#63, mai-jun 2008,
imagem de capa escritora Camille M., ph Barrox

Celso de Alencar

CONFISSÃO
Senhor,
caminhavam nas margens do rio
os homens que falavam com paciência.
Iam com lentidão
levando cestos com laranjas
e sacos de panos toscos
com três cachorros e quatro coelhos
recém-nascidos, dentro.
Eu lhes disse que os peixes
que nesse rio viviam
foram trazidos de outro rio
e todos eram fêmeas
e pariam filhotes com olhos
e bocas de mulheres que
amamentavam durante à noite.
Em nada que de mim saía, acreditaram
e continuaram o percurso.
Olhei o rio e os peixes.
As pessoas curvadas que se distanciavam.
Senti cheiro de suco de laranja
escorrendo nos meus braços,
sons estranhos de choro de cachorros
vagido de coelhos
e curtos gritos de homens.


de Poemas Perversos

Rita Alves
O BEIJO DO GATO
Não esperou que eu fechasse os olhos
Lambeu meu lábio
Riscou lentamente um rio no meu rosto
Leite morno
Que eu bebo sozinha

venerdì, giugno 20, 2008

phDivulgação
a cidade de São paulo no começo do século XX é recriada pelo artista Eduardo Kobra

Arte na Praça
por Edson Lima
Em sua 2º edição o Arte na Praça - iniciado em abril com o performático artista plástico Ivald Granato - trouxe o artista e muralista Eduardo Kobra ao Espaço Plínio Marcos, na Feira de Arte da Praça Benedito Calixto.
ARTE NA PRAÇA

Iniciativa deste Jornal da Praça em parceria com O Autor na Praça o novo projeto é tribuna livre e espaço aberto a todos os artistas visuais interessados em compartilhar parte de seus processos de trabalho com o público.